Não seria

Ta ta ta ta!
Não fosse o café,
não fosse a manteiga,
não tinha porque
pão.

Plin plin!
Não fosse o bordão,
e o teclado marfim,
eu era fã de televisão.

Ai ai ai...
Não fosse essa falta,
e esse chão traiçoeiro,
comia arroz com feijão
e não tomava limão.

Toc toc toc!
Espera bundão!
Não fosse ontem festa,
pura euforia,
eu era de pé,
e era eu quem batia.

Não fosse a pretensa certeza frustrada,
não fosse o seguro ilusão garantida,

Não haveria sapos,
tampouco buracos;
ninguém cairia!
Nenhuma canção,
jamais cantaria a paixão.

Animais não seriam beijados,
amigos sinceros seríam inúteis;
Pais sujeitos perfeitos
nunca seriam abandonados.

Meninos sensíveis
eram retardados.
Nuvens não eram motivos de sonhos no céu,
e homens eram felizes e realizados
no bordéu.

O amor pediria idade,
sua falta não era saudade,
Sua pele macia
e seu cheiro de flor,
não me matariam de amor.

3 comentários:

Alice disse...

e vc me mata de amor?

Fantini disse...

Se eu te mato, mato perdoado
porque mato pra me alimentar.

Julio disse...

Hum.....
No primeiro caso, pode-se tentar uma excludente de ilicitude, em razão da motivação do crime famélico (ou fomérico, para alguns).
Já o segundo caso é crime passional... e quem sou eu para justificar as atitudes do coração?
lamento... mas foge da minha alçada.

De qualquer sorte, torço para que os que morram...... morram felizes, pelos meios ou pela forma (e obtenham a salvação!)